Foto Fotos originais e preto e branco do corpo.
Foto Foto original e preto e branco de rosto.
Relatório Documento sem data elaborado pela Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos reivindicando a inclusão do nome de Lígia Maria Salgado Nóbrega na lista dos reconhecidos pela Lei 9140, de 05/12/95. Relata brevemente sua vida e militância. Discorre sobre sua prisão e morte na Chacina de Quintino, no Rio de Janeiro, RJ, quando também foram presos e mortos Antônio Marcos Pinto de Oliveira e Maria Regina Lobo Figueiredo. No jornal Correio da Manhã, publicado no Rio de Janeiro, de 06/04/72, em "Terroristas morrem em tiroteio: Quintino", seus companheiros aparecem com os nomes James Allen da Luz e Ranúsia Alves Rodrigues. Segundo familiares de Antônio Marcos, Lígia estava grávida de 2 meses. A tortura é confirmada pelo irmão de Lígia que é médico e reconheceu o corpo, observando que havia escoriações e manchas escuras nas costas e nas regiões laterais do corpo, além dos tiros na cabeça e no braço.
Folheto Folheto em homenagem a Lígia Maria Salgado Nóbrega, dando seu nome a uma praça. Inclui foto de rosto em preto e branco e breve história de Lígia, que se engajou em 1970 na Vanguarda Popular Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) e foi metralhada em 29/03/72, quando a casa em que se encontrava no bairro de Quintino, na cidade do Rio de Janeiro, foi invadida por agentes do DOI-CODI. Junto com ela morreram seus companheiros Antônio Marcos Pinto de Oliveira e Maria Regina Lobo Leite Figueiredo. O folheto deve ter sido produzido por volta de 1992.
Laudo de exame de corpo delito Laudo de exame do IML/Estado da Guanabara, de 30/03/72, realizado por Valdecir Tagliari e Eduardo Bruno, identificando o cadáver como sendo de "um homem - rec. como: Antônio Marcos Pinto de Oliveira". Apresenta esquema gráfico do corpo, indicando trajetos de bala.
Ofício Memorando da Delegacia de Ordem Política e Social do Estado da Guanabara ao IML, de 17/04/72, solicitando os autos de exame cadavérico efetuados em duas mulheres e um homem, mortos durante tiroteio, travados com agentes de segurança em Quintino, Rio de Janeiro, na passagem de 29 para 30/03/72.
Ofício Guia para o necrotério do IML, da Delegacia Política e Social, da Superintendência de Policia Judiciária, Estado da Guanabara, de 30/03/72, referentes a um homem branco, com dados gerais ignorados.
Ofício Memorando da Delegacia de Ordem Política e Social, do Estado da Guanabara ao IML, em 10/04/72, comunicando que o corpo de um desconhecido que foi removido para o IML no dia 29/03/72, posteriormente identificado como sendo de Antônio Marcos Pinto de Oliveira, está liberado, podendo ser entregue a quem o reclamar.
Ofício Inventário de vestes e objetos retirados do cadáver, do IML do Estado da Guanabara, em 30/03/72, identificado como sendo de "um homem".
Ofício Documento do Serviço de Informações do DOPS/SP, de 17/08/72, divulgando a outros órgãos de segurança a verdadeira identidade dos "terroristas" mortos durante tiroteio em 30/03/72: Antônio Marcos Pinto de Oliveira, Wilton Ferreira, Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo e Ligia Maria Salgado Nóbrega.
Ofício Documento do Serviço de Informações, do DOPS/SP, de 17/08/72, sobre "terroristas mortos" a ser repassado para a comunidade de informações. Informa a verdadeira identidade de mortos durante tiroteio com órgãos de segurança da Guanabara, em 30/03/72. São eles: Antônio Marcos Pinto de Oliveira, e não James Allen Luz, codinome Evandro; Wilton Ferreira, e não Onofre Rodrigues de Moraes; Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo, e não Ranúsia Alves de Oliveira, companheira de Evandro, viúva de Waldemar Rodrigues de Figueiredo, o qual usava os codinomes Marcos ou Chico; e Lígia Maria Salgado Nóbrega, que usava os codinomes, Anita, Célia ou Cecília. Todos eram militantes da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).
Ofício Documento do Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica (CISA), de 06/06/72. Informa nome de pessoas presas e mortas durante o mês de março de 1972 e a organização às quais pertenciam e solicita os antecedentes de Ruy Osvaldo Aguiar Pfitzenreuter. O documento apresenta carimbo do DOPS.
Ofício Documento do Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica (CISA), de 06/04/72. Informa que, no dia 29/03/72, foram presos integrantes da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) que indicaram o endereço de uma oficina mecânica na qual agentes do DOI-CODI-I Exército encontraram Wilton Ferreira (que resistiu à prisão e foi morto) e o de uma residência em que estavam Antônio Marcos Pinto de Oliveira, Lígia Maria Salgado Nóbrega e Maria Regina Lisboa Leite de Figueiredo (que vieram a falecer depois de tiroteio travado com agentes do DOI-CODI-I Exército). O documento apresenta carimbo do DOPS.
Termo de identificação Documento de identificação do corpo, do IML do Estado da Guanabara, preenchido por Januário de Almeida Oliveira, pai de Antônio Marcos, em 10/04/72.
Parte de livro Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.
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