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Morto e desaparecido
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Arno Preis
Ficha Pessoal  
   
Dados Pessoais  
Nome: Arno Preis
Cidade:
(onde nasceu)
Forquilinha
Estado:
(onde nasceu)
SC
País:
(onde nasceu)
Brasil
Atividade: Advogado
UniversidadeUniversidade de São Paulo USP
   
Dados da Militância  
Organização:
(na qual militava)
Ação Libertadora Nacional ALN
Brasil
Movimento de Libertação Popular MOLIPO
Brasil
Nome falso:
(Codinome)
Werner, Rogério Figueiredo Dias
Morto ou Desaparecido:
Morto
15/2/1972
Paraíso do Tocantins TO Brasil
antiga Paraíso do Norte, GO
Clandestinidade
   
Dados da repressão  
Orgãos de repressão
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Polícia Civil Brasil
Polícia Militar de Goiás
Agente da repressão:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Benedito Luis Paiva
Médico legista:
(envolvido na morte ou desaparecimento)
Sandoval de Sá
   
Biografia  
   
Documentos  
Artigo de jornal
Terrorista revela ligação de brasileiros com grupo internacional. Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 19 fev. 1970. Artigo de imprensa do arquivo do DOPS, que segundo depoimento, confirma que o "terrorismo" no Brasil recebe orientações de Cuba.

Artigo de jornal
Forquilhinha: restos de Preis sepultados em maio. Jornal da Manhã, Ponta Grossa, PR, 26 abr. 1994. Informa como serão as solenidades de sepultamento do corpo de Arno.

Artigo de jornal
Uma homenagem justa. Jornal da Manhã, Ponta Grossa, PR, 27 abr. 1994. Informa sobre o sepultamento de Arno.

Artigo de jornal
Artigo sem fonte e data intitulado "Preventiva para 7 do Grupo Marighella". Cita relatório divulgado pelo DOPS que aponta Marighella como um dos maiores responsáveis, se não o maior, pelo estado atual das coisas no país, no que concerne à subversão e ao terrorismo. Aponta o início do terrorismo, em 08/67, na Conferência da OLAS, em Havana, Cuba, em que Marighella rompeu com o Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB), por considerá-lo ortodoxo. O relatório recomenda que lhe seja imposto um castigo severo, para que sirva de exemplo aos demais. O artigo também cita a organização Corrente, qua atuava em Minas Gerais e foi desbaratada pelas autoridades federais. Esta organização era composta, entre outros, por Hélcio Pereira Fortes e José Júlio de Araújo, sob a inspiração e com o apoio material de Marighella. As autoridades acreditam que, com a morte de Marighella, tenham chegado à raiz do terrorismo em São Paulo. No entanto, Joaquim Câmara Ferreira é considerado um dos principais substitutos de Carlos Marighella, apesar do desconhecimento de sua localização, por parte das autoridades. O Conselho Permanente de Justiça da 1ª Auditoria da Marinha decretou a prisão preventiva de sete estudantes (dentre eles, Flávio Carvalho Molina), acusados de pertencerem à organização de Carlos Marighella. Todos se encontram foragidos. A polícia considera sério o comprometimento de padres dominicanos, que ajudaram militantes em algumas manobras no Brasil e no exterior. Por isso foram vítimas de investigações do DOPS e do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR). Os dominicanos estariam facilitando a saída de subversivos do país com documentação falsa: desta forma, fugiram, entre outros, Arno Preis (com o nome de Rogério Figueiredo Dias) e Boanerges de Souza Massa.

Artigo de jornal
STM julga processo de 119 acusados de ações pela ALN. Sem fonte e data. Trata do julgamento do processo da Ação Libertadora Nacional (ALN), grupo de Carlos Marighella, que não foi julgado por ter morrido em tiroteio antes da conclusão do inquérito. O processo resultou em vinte e oito condenados, cinqüenta e dois absolvidos, catorze excluídos, treze banidos e oito pessoas com penas prescritas.

Artigo de jornal
Diário Catarinense, Florianópolis, 13 dez. 1992. "Violência marcou vida de famílias", "Marcas das torturas reavivam a memória", "SC carrega oito cruzes". O primeiro artigo informa como foi o desaparecimento de Lucindo Costa. O segundo traz o depoimento de Derlei Catarina de Luca sobre sua participação na luta contra a ditadura e o último traz o nome de oito vítimas da ditadura que eram do estado de Santa Catarina: João Batista Rita, Arno Preis, Frederico Eduardo Mayr, Paulo Stuart Wright, Lucindo Costa, Luis Eurico Tejera Lisbôa, Rui Pfutzenreuter e Vânio José de Matos.

Foto
Foto de rosto, preto e branco, numerada, procedente do Arquivo Público do Paraná.

Foto
Foto da sepultura de Arno, em Paraíso do Norte, GO.

Foto
Foto de rosto, preto e branco, numerada, procedente do Arquivo Público do Paraná.

Foto
Foto original e preto e branco de Arno.

Relatório
Auto de Resistência de Patrick McBund Cornik, nome falso utilizado por Arno, assinado por José de Ribamar Santos.

Relatório
Dados recolhidos por Ivo Sooma, em Paraíso do Norte, GO, em 30/04/80, sobre a morte e sepultamento de Arno.

Relatório
Documento da Delegacia de Polícia de Paraíso do Norte, GO, de 13/03/72. Relatório conclusivo sobre as condições em que se deram a morte de Arno.

Relatório
Documento da Delegacia de Polícia de Paraíso do Norte, GO, sem data. Descreve o local onde Arno morreu.

Relatório
Parte de laudo necroscópico, manuscrito e assinado por Sandoval de Sá, em 10/03/72, na cidade de Paraíso.

Relatório
Lista do DOPS contendo 70 itens com nomes de pessoas (muitos se repetem), seguidos de codinomes e condição (preso, liberado, banido ou morto). Dez desses nomes podem ser identificados dentre os mortos e desaparecidos políticos pela ditadura militar: Helenira Rezende de Souza Nazareth, Yoshitane Fujimori, Carlos Lamarca, Eremias Delizoicov, Eduardo Collen Leite, Joaquim Câmara Ferreira, Arno Preis, Maria Augusta Thomaz, Márcio Beck Machado, Aylton Adalberto Mortati.

Relatório
Documento do Ministério da Aeronáutica, de 08/12/71. Traz relação de nomes de pessoas que fizeram curso de "terrorismo" em Cuba e de pessoas banidas do território nacional que retornaram ao país, dando continuidade às suas atividades políticas. O documento possui carimbo do DOPS.

Relatório
Documento do arquivo do DOPS, de 1969, do julgamento de processo do Conselho Permanente de Justiça do Exército. Declara encerrado o processo com relação aos acusados banidos Onofre Pinto e João Leonardo da Silva Rocha, entre outros, e extingüe a punibilidade de Antônio Raymundo Lucena, Arno Preis, Carlos Lamarca, Eduardo Leite, José Raimundo da Costa, Joaquim Câmara Ferreira, entre outros.

Relatório
Relatório da Comissão 261/90, de 01/10/92. Informa sobre a exumação dos restos mortais de Ruy Carlos Vieira Berbert, em 20/10/92. Informa que Ruy desapareceu no final de 1971 e, em 1991, foram entregues à Comissão documentos sobre João Silvino Lopes, que se suicidara na cadeia de Natividade, TO, em 02/01/72. Através de pesquisas descobriu-se que Ruy e João eram a mesma pessoa e um grupo foi formado para ir ao local. A família de Ruy, através de seus contatos, conseguiu recursos para fazer a exumação e o transporte dos restos mortais, tornando desnecessário o acompanhamento da Comissão 261/90. Aguarda-se a localização exata da sepultura de Arno Preis, morto em 15/02/72 em Paraíso do Norte, GO.

Relatório
Relatório das circunstâncias da morte de Arno Preis, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95.

Termo de declarações
Documento da Delegacia de Polícia de Paraíso do Norte, GO, de 19/02/72. Informações prestadas pelo agente policial, José de Ribamar Santos, sobre tiroteio travado com Patrick McBund Cornik, nome falso utilizado por Arno, que foi baleado fatalmente. Após os acontecidos o declarante providenciou o sepultamento de Arno no cemitério local.

Termo de declarações
Documento da Delegacia de Polícia de Paraíso do Norte, GO, de 21/02/72. Informações prestadas pelo agente policial, Benedito Luiz Paiva, sobre tiroteio travado com Patrick McBund Cornik, nome falso utilizado por Arno, que faleceu durante o tiroteio.

Termo de declarações
Documento da Delegacia de Polícia de Paraíso do Norte, GO, de 20/02/72. Informações prestadas por Edmar José de Souza, sobre tiroteio travado com Patrick McBund Cornik, nome falso utilizado por Arno, que faleceu durante o tiroteio.

Termo de declarações
Documento da Delegacia de Polícia de Paraíso do Norte, GO, de 19/02/72. Informações prestadas por Antônio Mendes Silva, sobre tiroteio travado com Patrick McBund Cornik, nome falso utilizado por Arno, que faleceu durante o tiroteio.

Termo de declarações
Parte de documento da Delegacia de Polícia de Paraíso do Norte, GO, de 22/02/72. Informações prestadas por Gentil Ferreira Mano, sobre tiroteio travado com Patrick McBund Cornik, nome falso utilizado por Arno, que faleceu durante o tiroteio.

Termo de declarações
Documento da Delegacia de Polícia de Paraíso do Norte, GO, de 19/02/72. Informações prestadas pelo militar, Edmilsom Almeida Cruz, sobre tiroteio travado com Patrick McBund Cornik, nome falso utilizado por Arno, que faleceu durante o tiroteio.

Folheto
Cópia de folheto elaborado por Derlei De Lucca, coordenadora do Comitê Catarinense Pró-Memória dos Mortos e Desaparecidos Políticos de Santa Catarina, em 07/95. Apresenta breve relato sobre Arno. Foi dirigente do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO) e assassinado em 15/02/72, em Paraíso do Norte, GO. Seu atestado de óbito só foi feito em 05/74. Algumas ruas de Criciúma e Forquilhinha recebem seu nome.

Folheto
Arno Preis: dos Livros às armas. Editado pelo Gabinete do Deputado João Preis. Relato sobre a vida e militância política da Arno, através textos de diferentes autores. Inclui alguns artigos de jornais, de 10/93, sobre a exumação de um corpo localizado em Paraíso do Norte, TO, que depois confirmou-se ser de Arno. O documento não tem data, mas provavelmente é do início da década de 90.

Folheto
Arno Preis: Dos livros as Armas. Folheto em homenagem a Arno com biografia do mesmo. Elaborado pelo C. A. 11 de Agosto, Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos, C. A. 22 de Agosto, Gabinete da Vereadora Tereza Lajolo, IEVE e Grupo Tortura Nunca Mais/SP.

Prontuário/ Dossiê
Artigos de jornais recolhidos pela Comissão Externa - Desaparecidos Políticos, em 1994, sobre homenagens prestadas ao mesmo, na ocasião do enterro de seus restos mortais.

Prontuário/ Dossiê
Conjunto de documentos manifestando apoio para que sejam reconhecidas as responsabilidades do Estado pelas mortes de Arno Preis e Hamilton Fernando da Cunha e o direito de suas famílias à indenização devida. São eles: moção de 1996 de autoria do Deputado Renato Simões, da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo ao Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, com tal requerimento; parecer do relator da Comissão de Constituição e Justiça, comunicado de manifestação de apoio do presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Legal, aprovação da moção sem emendas pela Divisão de Proposições Legislativas da Assembléia e ofício do presidente da Assembléia Legislativa. O apelo ao Presidente da República segue em função da reprovação da inclusão das pessoas citadas na lista de indenizados, por ter sido assumida a versão oficial de suas mortes.

Ficha pessoal
Documento do Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), sem data, com alguns dados pessoais e foto de rosto. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Laudo de exame de corpo delito
Laudo de exame do IML/GO, de 15/02/72, realizado por Sandoval de Sá. O corpo foi identificado como Patrick McBund Cornik, nome falso utilizado por Arno. O documento apresenta carimbo do DOPS.

Interrogatório
Documento da Delegacia de Polícia de Paraíso do Norte, GO, de 20/02/72. Informações prestadas por Luzimar Evaristo de Oliveira, José Otávio de Almeida, Gilberto Demondes e Francisco Benício Lima sobre tiroteio travado com Patrick McBund Cornik, nome falso utilizado por Arno, que faleceu durante o tiroteio.

Interrogatório
Auto de qualificação e de interrogatório de um preso político ao DOPS, de 13/02/70. Relatou em seu depoimento que transportava Virgílio Gomes da Silva para um sítio e depois de alguns dias voltava para buscá-lo e levá-lo de volta a Ribeirão Preto. Afirma também que escondeu Arno Preis em sua casa durante quinze dias.

Ofício
Pedido de arquivamento do processo sobre a morte de Arno, de 13/06/72, encaminhada pela Promotoria.

Ofício
Termo de compromisso dos peritos que realizaram os exames nos corpos de Arno e de Luzimar Machado de Oliveira, policial que morreu no mesmo tiroteio que Arno.

Depoimento
Texto de Ivo S. Sooma, sobre a militância, morte e reconhecimento dos restos mortais de Arno e acontecimentos políticos brasileiros na época da ditadura militar.

Depoimento
Biografia sobre Ruy Berbert, vulgo Joaquim, escrita em 26/03/92, por Ana Corbisier. Conta como foi a vida de Ruy em Cuba junto a alguns militantes brasileiros como Maria Augusta Thomaz, Aylton Adalberto Mortati, Arno Preis, Lauriberto Reyes, Antônio Benetazzo, João Leonardo da Silva Rocha, Boanerges de Souza Massa e a própria autora. Ficavam em uma casa cedida pelo governo cubano onde pela manhã faziam exercícios físicos e à tarde estudavam. Visitavam a cidade, freqüentavam a praia, sempre pensando na preparação para voltar ao Brasil. Acabaram por formar o Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), nascido dos questionamentos em relação à Ação Libertadora Nacional (ALN). Há a carta datilografada e o original manuscrito.

Evento/ Homenagem
Convite para o sepultamento de Arno, em Criciúma, SC, em 03/05/94.

Evento/ Homenagem
História ressuscita sempre seus mártires. Eles são heróis e já pertencem à nossa história. Homenagem em memória dos desaparecidos políticos de Santa Catarina. Entre eles estão: Paulo Stuart Wright, Arno Preis, Luiz Eurico Tejera Lisbôa, João Batista Rita e Ruy Osvaldo Aguiar Pfitzenreuter.

Evento/ Homenagem
Convite às homenagens, ao translado e sepultamento dos restos mortais de Arno. Escrito por Maria Amélia de Almeida Teles, em 27/04/94.

Evento/ Homenagem
Convite e programação da Semana Pró-Memória dos Catarinenses Mortos e Desaparecidos, em Criciúma, entre os dias 31/08 e 04/09/83. São homenageados: Arno Preis, João Batista Rita, José Lima Piauhy Dourado, Luiz Eurico Tejera, Paulo Stuart Wright e Ruy Oswaldo Pfitezreuter.

Evento/ Homenagem
Celebração litúrgica em memória de Ruy Pfitzenreuter, João Batista Rita, Arno Preis, Luiz Eurico Tejera e Paulo Stuart Wright, em Criciúma, em 04/09/83.

Requerimento
Requerimento de lavratura de assento de óbito de Arno, feito pelo advogado Ivo Shizuo Sooma para Juíza de Direito da cidade de Paraíso do Norte, Goiás. Paraíso do Tocantins, 08/10/93.


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