Artigo de jornal Terrorista morre em meio a tiroteio entre agentes de segurança e subversivos. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 11 nov. 1972. Informa que Aurora Maria Nascimento e Flávio Augusto Neves de Sales foram abordados por uma rádio-patrulha em Parada de Lucas, Rio de Janeiro, RJ, e que Aurora reagiu matando um detetive e ferindo outro com um revólver que retirou da bolsa. Após os tiros, Aurora e Flávio fugiram cada um para um lado, mas Aurora acabou sendo presa. Ela teria relatado os planos de ações terroristas, prontificando-se a levar os policiais até o "aparelho" de Flávio, quando tentou fugir e morreu após tiroteio. O artigo descreve brevemente a militância de Aurora desde 1969 no Rio de Janeiro e São Paulo, incluindo várias "ações armadas".
Artigo de jornal Artigo incompleto, sem fonte e sem data, intitulado: Encontro de anistia divulga lista com novos desaparecidos. Informa que o Congresso Nacional pela Anistia divulgou lista com nomes de pessoas mortas e desaparecidas a partir de 1964.
Foto Foto original e em preto e branco de rosto.
Foto Foto do corpo.
Relatório Informação do II Exército, de 23/08/73, pertencente ao arquivo do DOPS. Relata que, em 13/07/73, elementos do DOI-CODI encontraram Luís José da Cunha na Av. Santo Amaro, na cidade de São Paulo que, ao receber voz de prisão, iniciou tiroteio que culminou com a sua morte. Um pouco antes de morrer, Luís tentou se apoderar de um carro ocupado por duas moças, ferindo-as também. A vítima portava documentos falsos em nome de José Mendonça dos Santos. Relata também que, em 16/07/73, elementos do DOI-CODI encontraram Helber José Gomes Goulart que, da mesma forma, iniciou tiroteio que levou à sua morte. Helber portava documentos falsos em nome de Valter Aparecido dos Santos e de Acrisio Ferreira Gomes. O documento traz a informação de que, em 11/72, Helber, em companhia de Aurora Maria do Nascimento Furtado, travou tiroteio com a polícia, mas ambos conseguiram fugir.
Relatório Informação confidencial do Exército, Rio de Janeiro, de 03/02/72, para vários órgãos de segurança sobre a Ação Libertadora Nacional (ALN). Traz o resumo de depoimentos, que segundo a polícia teriam sido prestados por Hélcio Pereira Fortes, morto em São Paulo ao tentar fugir em um "ponto". São citados: Hélcio Pereira Fortes, Arnaldo Cardoso Rocha, Sérgio Landulfo Furtado, Antônio Sérgio de Mattos, Mário de Souza Prata, Marcos Nonato da Fonseca, Paulo de Tarso Celestino da Silva, Aurora Maria do Nascimento, Ísis Dias de Oliveira, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Alex e Iuri Xavier Pereira, José Miltom Barbosa, Aldo de Sá Brito, Getúlio d'Oliveira Cabral e James Allen Luz. Há ainda informações sobre vários militantes como Josephina Vargas Hernandes, mulher de Luiz Almeida Araújo, que estaria grávida, morando na Guanabara.
Relatório Relatório complementar que descreve as circunstâncias da morte de Aurora Maria Nascimento Furtado, elaborado pela Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos em 18/03/96, e enviado à Comissão Especial Lei 9.140/95. Traz dados do laudo necroscópico.
Relatório Relatório produzido pelo Comitê de Solidariedade aos Presos Políticos do Brasil em 02/73. Denuncia mortes de presos políticos aos Bispos do Brasil. Documento apreendido pelo DOPS em poder de Ronaldo Mouth Queiroz.
Folheto Panfleto revolucionário intitulado “Heróis do Povo Brasileiro”, sobre a militância e a morte de Antônio Benetazzo, João Carlos Cavalcanti e Aurora Maria Nascimento.
Prontuário/ Dossiê Documentos do IML do Estado da Guanabara contendo guia de objetos e vestes, termo de identificação, ficha de identificação, certidão de óbito e auto de exame cadavérico, datado de 10/11/72, assinado por Elias Freitas e Salim Raphael Balassiano e indicando tratar-se de mulher não identificada.
Ficha pessoal Documento do arquivo do DOPS, com foto de rosto, notificando que Aurora foi indiciada em inquérito policial, em 04/02/71, que apura atividades subversivas pela Ação Libertadora Nacional (ALN). Apresenta a informação manuscrita de que "a fichada morreu".
Ficha pessoal Documento da Delegacia de Ordem Política e Social, de 1971. Apresenta a palavra "Falecido" manuscrita no alto da ficha.
Laudo de exame de corpo delito Transcrição do laudo necroscópico de Aurora, realizado pelo médico Elias Freitas, em 10/11/72. Aurora aparece como desconhecida e falecida após tiroteio.
Depoimento Documento preparado para reivindicar o nome de Aurora na lista dos que foram assassinados sob a custódia do estado, conforme o previsto na Lei 9140/95. Apresenta sua prisão, tortura e morte, além de trecho do livro "Os anos de chumbo: a memória militar sobre a repressão", da Editora Relume Dumará, Rio de Janeiro, 1994, onde Adyr Fiúza de Castro, general da reserva, dá um depoimento sobre Aurora, ao ressaltar exemplo de valentia, descrevendo sua reação à prisão quando entrou em embate físico com os policiais.
Parte de livro Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.
Cartaz Divulgação do debate com familiares de vítimas da repressão, intitulado "Aurora: resgate de memória", no Instituto de Psicologia da USP, em 28/05/97, organizado pelo Centro Acadêmico Iara Iavelberg.
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