Biografia Militante do PARTIDO COMUNISTA REVOLUCIONÁRIO (PCR). Líder camponês do Sindicato Rural de Barreiros, em Pernambuco. Conhecido popularmente como Capivara, foi preso e cumpria pena na casa de detenção de Recife, quando foi morto por envenenamento. Na época era diretor da Casa de Detenção o Coronel da Polícia Militar Olinto Ferraz. Os companheiros de prisão denunciaram fartamente o assassinato de Amaro, responsabilizando os guardas da Casa de Detenção. Amaro terminaria de cumprir sua pena no mês de outubro e a repressão não queria soltá-lo vivo. Sua morte, ocorrida no dia 22 de agosto de 1971, foi dada a conhecimento público pela Secretaria de Segurança de Pernambuco, com a versão de envenenamento causado pelos seus próprios companheiros de prisão, ocasionada por supostas divergências políticas. Tal versão é violentamente repudiada pelos companheiros de Capivara, que denunciaram mais essa farsa para encobrir o assassinato de um preso político. |
Artigo de jornal JM decreta a prisão de 17 estudantes. (Sem fonte e data). Relata o decreto de prisão preventiva dos dezessete estudantes que participaram do seqüestro do embaixador dos Estados Unidos Charles Elbrick, citando os que já se encontram presos e os demais, que estão foragidos. Entre eles estão Joaquim Câmara Ferreira e Stuart Edgard Angel Jones. Também relata o julgamento que absolveu Leonel Brizola e mais seis pessoas, por falta de provas, das acusações de atividades "anti-revolucionárias" e condenou vinte e oito pessoas acusadas de subversão. Informa sobre a ação de "terroristas" no Nordeste, citando a descoberta da polícia de estudantes com "aparelhos" em João Pessoa e que estão escondidos no Recife e discorre sobre Amaro Luis de Carvalho, o "Capivara", preso no Nordeste após ter participado de cursos em Cuba e na China, seqüestro de avião em São Paulo e de ter organizado um foco de subversão em Pernambuco. Informa ainda sobre a morte de Chael Charles Schreier, ferido por tiros ao resistir à prisão no desmantelamento de aparelho no Rio de Janeiro. Finaliza com a denúncia de Aladino Félix, que utilizava o nome falso de "Sábato Dinotos" e de mais 12 pessoas ligadas a ele, após investigações citadas no artigo. Possui o carimbo do DOPS.
Foto Foto do corpo, encontrada no Instituto de Polícia Técnica, PE.
Foto Fotos originais e preto e branco de busto.
Foto Foto original e preto e branco de meio corpo.
Prontuário/ Dossiê Documentos e informações referentes a João Carlos Haas Sobrinho, reunidos pela Divisão de Segurança e Informações da Polícia Civil do Paraná. Contém: duas fichas pessoais com histórico, uma atribuindo a ele a profissão de médico e, a outra, a de físico, contando que João viajou para a China, lá freqüentando cursos especializados; foto de rosto pouco nítida; ficha intitulada Elemento Foragido de 11/11/71, com foto de rosto, dados pessoais e histórico, com carimbo do arquivo do DOPS, onde consta o curso de guerrilha feito na China e a participação de João no Partido Comunista do Brasil (PC do B) e em um assalto ocorrido em Itapecerica, SP. Pedido de Busca secreto do Serviço Nacional de Informações (SNI), de 01/08/66, no qual são pedidas informações sobre João Carlos e Amaro Luís de Carvalho; e ofício do SNI/Curitiba ao Secretário de Segurança do Paraná, encaminhando o pedido de busca já citado.
Parte de livro Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.
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