Artigo de jornal Liberdade para os líderes antes do Natal, (sem data e fonte). Trata de campanha que os estudantes prometem começar em todo o país para que se libertem seus líderes, citando trechos do manifesto do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (DCE/UFRJ) que foi lançado em nota oficial. O artigo discorre também sobre o processo contra os acusados de participação no Congresso da UNE, em 1968, em Ibiúna, SP. Dentre os estudantes presos, envolvidos neste processo e citados no artigo, quatro foram mortos posteriormente pela repressão militar: Helenira Rezende de Souza Nazareth, Gildo Macedo Lacerda, Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, José Wilson Lessa Sabag. Documento com carimbo do DOPS/SP, de 29/11/68.
Artigo de jornal Jornal da Cidade, Bauru, 16 jun. 1996. "Funeral de Petit será ato contra perseguição", "Unicamp identificou ossos de guerrilheira". Informa que o funeral da guerrilheira Maria Lúcia Petit, neste dia, em Bauru, deve ficar marcado como movimento e ato contra a perseguição política no Brasil. Trata-se dos restos mortais do primeiro desaparecido político do Araguaia encontrado e identificado. Maria Lúcia nasceu em Agudos, mas passou boa parte de sua vida em Duartina e Bauru. Junto com ela, lutaram no Araguaia dois de seus irmãos, Jaime e Lúcio, cujos restos mortais ainda não foram identificados. A UMESB, entidade de estudantes secundaristas de Bauru, e o Grêmio Estudantil “Maria Lúcia Petit da Silva” estão organizando participação no funeral. Segundo presidente da UMESB, Petit era liderança no movimento estudantil paulista, assim como Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, também desaparecido no Araguaia, que foi presidente da entidade no Estado entre os anos de 1968 e 1969. A identificação da ossada, encontrada em 1991 no cemitério de Xambioá, GO, foi feita pelo Departamento de Medicina Legal da UNICAMP e possível graças ao reconhecimento de sua arcada dentária, pois Maria Lúcia havia feito uma restauração em Duartina, em 1967. Além disso, alguns objetos que portava e cabelos aparecem numa fotografia feita pelo próprio Exército, o qual utilizava estes registros para identificar militantes do Partido Comunista do Brasil (PC do B).
Artigo de jornal Artigo sem fonte com data de 9 out. 1968, intitulado: Presidente da UPES está em liberdade. Trata da prisão de Antônio Guilherme Ribeiro Ribas e Catarina Meloni, que foram detidos por estarem distribuindo panfletos e ofendendo o Exército durante parada militar.
Foto Foto de rosto.
Foto Foto original e preto e branco de rosto.
Relatório Documento da Delegacia Especializada de Ordem Política, São Paulo, em 12/10/68. Consta o auto de prisão em flagrante delito de Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, Luiz Gonzaga Travassos da Rosa, Vladimir Gracindo Soares Palmeira e José Dirceu de Oliveira e Silva que foram presos sob a acusação de serem organizadores do XXX Congresso da UNE em Ibiúna, SP, em 10/10/68. Algumas páginas estão pouco legíveis e incompletas. Acompanha um oficio encaminhado ao Juiz Auditor da 2ª Região Militar.
Relatório Documento do Serviço Nacional de Informações (SNI), de 04/02/70. Traz algumas informações sobre o seqüestro do embaixador Charles Elbrick e informa sobre um parecer do procurador Benjamim Sabat que pede pela manutenção da sentença de prisão de Antônio Guilherme Ribeiro Ribas.
Relatório Documento do Serviço de Informação do DEOPS/SP, de 25/03/70. Cita algumas atividades de Antônio no movimento estudantil, algumas informações sobre o movimento estudantil publicadas na imprensa e que o mesmo foi promotor de uma greve em Osasco. O documento traz o número das pastas de onde foram retiradas as informações.
Relatório Parte de documento, sem data, com resumo de algumas atividades políticas sobre Antônio Guilherme Ribeiro Ribas e Luiz Gonzaga Travassos da Rosa.
Termo de declarações Depoimento de José Dalmo Ribeiro Ribas, irmão de Antônio, em 24/10/90. Informa sobre as várias prisões de Antônio, os atos de violência que sua família sofreu por parte dos órgãos de repressão para dizer seu paradeiro; que em 1973 recebeu informações do paradeiro de Antonio; que em 1975 a família recebeu intimação em nome de Antônio, mas já acreditavam que este estava morto e que em 1977 a família recebe informações que Antônio morreu em 25/12/74, no Araguaia.
Ficha pessoal Documento do DOPS, sem data. Informa que Antônio era presidente da União Paulista dos Estudantes Secundários, em 1968, e cita vários inquéritos em que ele foi indiciado.
Ficha pessoal Ficha de questionário antropométrico em espanhol.
Interrogatório Documento da Delegacia Especializada de Ordem Política de São Paulo de 12/10/68. Traz informações pessoais sobre Antônio.
Interrogatório Documento do DOPS, de 12/10/68. Traz informações pessoais de Antônio.
Ofício Documento do Serviço de Informações da Polícia Civil de São Paulo, de 04/10/79. Declara extinta a punibilidade, pela Lei de Anistia (Dec. Lei n 6.683, de 28/08/79), de Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, entre outros. O documento apresenta carimbo do DOPS.
Ofício Documento da 2ª Auditoria da 2ª Circunscrição Judiciária Militar, de 11/09/79. Pede a restituição do mandado de prisão de Antônio Guilherme Ribeiro Ribas, José Dirceu de Oliveira e Silva, Wladimir Gracindo Soares Palmeira, Luiz Gonzaga Travassos da Rosa. O documento tem carimbo do DOPS.
Legislação Decreto n. 31.804 da cidade de São Paulo, conferindo nomes de mortos e desaparecidos políticos no período da ditadura militar a ruas de Cidade Dutra. Diário Oficial do Município, São Paulo, v. 37, n. 120, 27 jun. 1992, p. 7.
Legislação Lei 9.140/95. Diário Oficial, Brasília, n. 232, 5 dez. 1995. Reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, entre 02/09/61 a 15/08/79, e que por este motivo tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, desde então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. No Anexo I desta Lei foram publicados os nomes das pessoas que se enquadram na descrição acima. Ao todo são 136 nomes.
Legislação Lei 9.497/97. Diário Oficial do Município, Campinas, 20 nov. 1997. Atribui nomes de mortos e desaparecidos políticos no período da ditadura militar a ruas dos bairros Vila Esperança, Residencial Cosmo e Residencial Cosmo I.
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